Caprichosa bola de Jadson beija a trave. Veja a linda cobrança de falta do craque Brasileiro!
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Bate-bola com o craque Jadson
06 de maio de 2010
Meia fala de sua carreira, seu ídolo e planos para o futuro Frio, cultura diferente e futebol truncado. Este foi o cenário encontrado por Jadson em 2005, quando chegou à Europa. Há cinco anos defendendo o Shakhtar Donetsk (UCR), o meia fala de sua adaptação no país e ao futebol ucraniano, trajetória da carreira e revela quem é seu ídolo no futebol.
Com sete títulos no currículo, o craque de 26 anos é ídolo no Shakhtar.
Atual campeão da Ucrânia, o meia comenta o atual momento da equipe e
seus planos para o futuro.
Confira o Bate-bola com o craque Jadson:
Adaptação na Ucrânia
JADSON: No começo foi difícil pelo frio. Estranhei, mas com o
decorrer do tempo fui me adaptando. Estou há cinco anos aqui, já me
acostumei ao clima e ao país. Quando cheguei não tinha muito que fazer,
a cidade era escura, não tinha
muita luz pelo clima sempre fechado. A Ucrânia vem melhorando muito, a
cidade, a mentalidade das pessoas também. Hoje já temos comida
importada aqui (risos)! Não tenho o que reclamar.
Você faz o que para se divertir?
JADSON: Ultimamente não tenho feito muita coisa. Antes costumava
jogar boliche, mas agora fico bastante em casa, curtindo o filhão e a
esposa.
Idioma
JADSON: Quando cheguei tinham tradutores. Fiz aulas de russo,
mas com o tempo fui pegando o idioma. Sei me virar, nos treinamentos
fui pegando uma coisinha aqui outra ali. Os brasileiros que já moravam
aqui ajudam bastante também.
Trajetória
JADSON: Em 2003 fui promovido ao profissional do Atlético-PR.
Tive algumas oportunidades de mostrar meu futebol até que em 2004 já
era titular. Fiz um bom brasileiro naquele ano, nossa equipe terminou
em segundo lugar e, em seguida, no outro ano, fui negociado com o
Shakhtar. Consegui vários títulos aqui. Campeonato Ucraniano, inclusive
o desta temporada, Copa da Ucrânia, e a Copa da UEFA (atual Liga
Europa) em 2009, o título mais importante da minha carreira até agora.
Ídolo
JADSON: Sempre gostei do Ronaldinho Gaúcho e admiro muito o futebol dele.
Futebol ucraniano
JADSON: Aqui o futebol é mais pegado, de muita força e muitas
divididas. Eles prezam muito pela marcação, diferente do Brasil, que é
um futebol mais técnico, jogado para frente. Aqui é muito truncado,
eles jogam fechado. Quando cheguei, o futebol ucraniano era mais fraco,
mas nos últimos dois anos temos jogado campeonatos internacionais e a
visibilidade é bem maior. São poucas pessoas que vem até a Ucrânia
assistir a uma partida, já atuando em torneios europeus, como Liga
Europa e Champions League, a vitrine á bem maior.
Eurocopa-2012 na Ucrânia
JADSON: Eles estão muito focados nisso. O país mostra
organização e vontade de sediar uma competição desse calibre, vamos
aguardar. Ficaria contente pelo país e pelo povo se eles conquistassem
essa vitória.
Clube
JADSON: Quando cheguei era um pouco diferente. A diretoria,
comissão técnica e o presidente mudaram um pouco a mentalidade, estão
mais abertos. O presidente fez um grande estádio aqui... Me surpreendi
muito desde que cheguei em 2005.
Torcida
JADSON: É sossegado. Quando saio para comer ou ir ao shopping,
algumas pessoas me reconhecem e pedem autógrafos, fotos, mas não ficam
em cima. É bem tranquilo. A torcida não é como a dos clubes
brasileiros. Sempre tem aqueles mais fanáticos, mas é algo frio, típico
do país e do clima europeu. A torcida do Shakhtar sempre comparece ao
jogos e incentiva a equipe.
Brasileiros na equipe
JADSON: Sempre tem aquele que é contra contratação de muitos
estrangeiros, mas o resultado está aí: ganhamos mais um título e
mostramos a qualidade do nosso futebol. Tem sete brasileiros no clube.
Além de mim, o Douglas (Costa), Willian, Ilsinho, Fernandinho, Alex
Teixeira e o Luiz Adriano. Todos têm uma relação muito boa, é bem
legal. Tenho mais intimidade com o Fernandinho, por ter jogado com ele
na base do Atlético-PR, com o Ilsinho e com o Willian. Sempre jantamos
na casa um do outro.
Planos
JADSON; Tenho mais quatro anos e meio de contrato aqui. Tenho
que cumpri-lo até o fim, mas quem sabe, propostas podem aparecer, mas
estou muito bem aqui. Agora não penso em voltar ao Brasil, mas
futuramente sim. Quaro encerrar
minha carreira no Brasil, mas antes gostaria de atuar pelo Santos, meu time de coração e do meu pai também.